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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PREFEITURA RECEBE AS CHAVES DA CASA DO MAJOR NICOLETTI FILHO

Prefeito Nestor Tissot recebeu as chaves da Casa do Major Nicoletti de representante da família Nicoletti


Em reunião realizada no dia 27 de janeiro na Prefeitura de Gramado, o prefeito, Nestor Tissot, acompanhado do secretário do Gabinete de Governança e Desenvolvimento Integrado, Vonei Benetti e do subsecretário de Cultura, Daniel Bertolucci, receberam representantes da família Nicoletti para a assinatura e entrega oficial da posse da Casa do Major Nicoletti, adquirida em novembro de 2009, pelo executivo municipal.

O prefeito Nestor Tissot, recebeu das mãos de Marco Antônio Nicoletti, as chaves da casa que pertenceu ao Major Nicoletti. O local será sede de um museu que está em fase de planejamento.

"Não é possível separar o turismo da cultura, e é isso que faremos nesse espaço. A pedra fundamental do projeto, que tem como objetivo recuperar a história do primeiro gestor de Gramado, está lançada", destacou o prefeito.

O neto do Major Nicoletti demonstrou sua satisfação em ver a propriedade transformada em atração cultural da cidade. "O objetivo desse projeto é criar mais um ícone turístico em Gramado, aliando a memória do Major à beleza da cidade de Gramado", avaliou Marco Antônio Nicoletti.

Principal praça de Gramado leva o nome de Major Nicoletti, que foi um dos principais agentes políticos da história da cidade

Uma comissão foi formada para que sejam definidos futuramente os detalhes do projeto que promete criar mais um belo atrativo para Gramado, que sempre está atenta na elaboração de novos atrativos turísticos e culturais. "A comissão contará com representantes da cultura e do jurídico da Prefeitura, além de todo o suporte da historiadora Marília Daros, representantes da família Nicoletti e técnicos responsáveis pela criação do museu", informou o prefeito Nestor Tissot.

De acordo com o representante da Cultura, Daniel Bertolucci, "o projeto do Museu-Casa Major Nicoletti Filho deve ser confeccionado com grande esmero e responsabilidade, pois irá contemplar fragmentos importantes da história de Gramado e de um de seus principais personagens políticos, o Major Nicoletti. Com a dedicação dessa comissão, será possível integrar projetos de cunho pedagógico que irão auxiliar na perpetuação da nossa história através de um museu autêntico e exclusivo, localizado em um residência histórica e que faz parte do patrimônio histórico e cultural de Gramado".


Casa do Major Nicoletti Filho será transformada em um museu-casa, que contará a história desse ilustre personagem da cidade, responsável por grandes transformações políticas e sociais que deram início ao progresso de Gramado


Abaixo o texto da historiadora Marilia Daros sobre a Casa do Major Nicoletti:


A madeira possui três vidas bem distintas, em seu convívio com o ser humano.

Sua primeira vida é seu hábitat, ou seja, a mão de obra que a própria natureza executou com perfeição e que vem em forma de uma árvore. Frondosa, útil e bela.

A sua segunda vida é subseqüente e menos bela do que a árvore original. A interferência humana se registra de uma forma agressiva ou não. E a madeira passa a ser parte total ou parcial da arquitetura de uma comunidade, através da criatividade ou não, do ser humano que habita esta mesma comunidade.

A terceira vida da madeira é, talvez, a mais significativa de todas. Se ela foi uma grande árvore ou não; se ela foi eticamente tratada até aqui, também não será o mais importante. Esta vida é fantástica porque a madeira passa a ser a forma de preservação da memória coletiva, através da interferência humana de extração, transporte, preparação, construção, ocupação e registros sócio-culturais de sua trajetória.

Então a madeira passa a ser, não somente a árvore que lhe deu o lenho; nem o serrador, que lhe deu o formato; nem o arquiteto e o engenheiro que lhe deram a forma arquitetônica; nem tampouco, a nobreza ou a pobreza de sua vida com as pessoas. O que vai valer é o valor em si que seus ocupantes, seu habitantes lhe deram, a ponto de preservá-la. E mais. O valor que a comunidade lhe deu como um espaço histórico de referência cultural.

Estou pensando sim, e escrevendo, sobre a CASA DO MAJOR NICOLETTI.

Não sabemos exatamente as árvores e sua quantidade, quando de sua construção. Não sabemos os motivos essenciais da escolha destas tábuas quase centenárias. Não sabemos também os motivos que levaram o Major a escolher esta forma arquitetônica que conhecemos e que já foi modificada. Sabemos sim, do seu tempo de construção, seus construtores, e, melhor ainda, seus ocupantes, a vida que ela abrigou, a história que ela contempla.

Era preciso que existissem atenções municipais que pudessem garantir a forma correta de preservação histórica que A CASA DO MAJOR NICOLETTI merecia e que a família guardou tão bem.

Como PATRIMÔNIO HISTÓRICO TOMBADO pelo poder público com a parceria da família NICOLETTI, agora, todas as vidas das árvores que a construíram e que abrigaram a história da família e da comunidade gramadense, poderão ser socializadas e, quando conhecidas, respeitadas.

Agora vamos enxergar de verdade as vidas que existem na madeira desta casa e de tantas outras, que como ela, merecem a mesma atenção histórica.

E a derrota da história não irá mais acontecer...

NOSSA HISTÓRIA precisa destes COMPROMETIMENTOS e COMPARTILHAMENTOS.

De uma mudança de comportamentos. De atitudes simples mas que façam a diferença.

Este será o MUSEU CASA DO MAJOR JOSÉ NICOLETTI FILHO. O grande momento da transformação. Como diria meu pai, “isto é histórico” e vamos aplaudir a nova história que começa a acontecer agora, ou seja, a valoração de Gramado e de seus suportes materiais e imateriais, para conviverem em harmonia turística com o futuro.

Me sinto feliz em estar contribuindo para que nossas antigas árvores e nossas antigas raízes sejam ouvidas, vistas e mais amadas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tupi or not Tupi?

Vila de Natal, localizada na Praça das Comunicações, foi o local acordado para o estabelecimento dos índios Kaigangues comercializarem seus produtos artesanais




A Subsecretaria de Cultura de Gramado vem trabalhando de maneira intensa para proporcionar aos turistas e gramadenses a pluralidade das manifestações artísticas e a diversidade cultural que faz da nossa cidade uma grande colcha de retalhos étnicos, valorizando a cultura brasileira, gaúcha, afrobrasileira, italiana, alemã, portuguesa e indígena.



Foram diversos eventos, ações, atividades e exposições que proporcionaram um grande panorama da riqueza artística que forma a identidade cultural gramadense, expostas e executadas de maneira democrática, inclusiva, plural e com a finalidade de divulgar e propagar as diferentes manifestações culturais existentes.




Reuniões entre representantes dos Kaigangues, Prefeitura, FUNAI e Ministério Público Federal foram promovidas para estabelecer normas para o comércio indígena em Gramado



Um dos casos que preocupa a Prefeitura de Gramado é relacionado aos índios que vem à cidade durante os eventos para comercializarem produtos de maneira irregular e que se estabelecem em locais sem higiene e segurança, sem contar nas crianças indígenas abordando os transeuntes pedindo esmolas e passando frio.

São integrantes de tribos Kaigangues de várias cidades, como Farroupilha, Nonoai, Cacique Doble, entre outras.


A Subsecretaria de Cultura de Gramado, juntamente com as Secretarias de Integração Social e Fazenda e a Procuradoria do Município propõs a realização de encontros com representantes das tribos indígenas, FUNAI, Comissão Organizadora do Natal Luz e Ministério Público Federal à fim de estabelecer uma regulamentação para o comércio indígena na cidade, bem como oferecer melhores condições de moradia, segurança e higiene quando da permanência dos índios em Gramado. O Conselho Tutelar também foi acionado para ficar alerta e coibir a mendicância de crianças indígenas na área central.


Foi firmado um acordo entre índios e Prefeitura para viabilizar o comércio legal do artesanato indígena na cidade durante o período de realização de eventos como Natal Luz, Festa da Colônia e Festival de Cinema



Foram realizadas diversas reuniões para que se chegasse a um denominador comum e que nenhuma das partes fosse prejudicada, para que a imagem da cidade perante o turista e a comunidade fosse preservada, bem como o código de posturas que rege o comportamento dos cidadãos gramdenses deveria seria obedecido também pelos indígenas.


Após estes encontros, ficou estabelecido, em comum acordo, que a Comissão Organizadora do Natal Luz iria se responsabilizar pela cedência de espaço na Vila de Natal, localizada na Praça das Comunicações, para a comercialização dos produtos artesanais típicos da cultura indígena.

A Secretaria de Integração Social ficou responsável em viabilizar o alojamento para os índios, em local apropriado e com custo simbólico. A Subsecretaria de Cultura ficou responsável pela fiscalização das peças artesanais que são comercializadas, ficando veementemente proibida a venda de produtos que não sejam de origem daquela cultura e/ou industrializados.


Os índios chegaram à Gramado há duas semanas e prontamente descumpriram o acordo firmado anteriormente, ocupando o espaço do Coreto da Praça Major Nicoletti. O Subsecretário de Cultura Daniel Bertolucci esteve à noite no local e conversou com o Cacique responsável, ficando acordado que na manhã seguinte os índios se mudariam para os quiosques construídos exclusivamente para eles na Vila de Natal.




Artesanato Indígena é valorizado pela Subsecretaria de Cultura. Mas será terminantemente proibida a comercialização por índios de produtos industrializados ou que não pertençam àquela cultura


Passou-se uma semana e os índios retornaram ao Coreto da Praça, descumprindo o acordo firmado, pois o local estabelecido era o quiosque da Praça das Comunicações. Como se não bastasse a invasão deste espaço público central, os índios comercializavam produtos falsificados de origem industrial, descaracterizando a cultura indígena e depreciando a imagem desta etnia perante a comunidade gramadense e os turistas que nos visitam.


O Subsecretario de Cultura Daniel Bertolucci, acompanhado do funcionário da Subsecretaria Paulo Pontes e municiado das Atas das reuniões (que foram assinadas pelos índios, Ministério Público Federal, representantes da Prefeitura de Gramado, FUNAI e representante da Comissão do Natal Luz) procurou estabelecer um diálogo de entendimento com os índios que estavam descumprindo o acordo e se estabeleceram de maneira irregular no Coreto da Praça, cuja responsabilidade cabe à Subsecretaria de Cultura.
Abaixo segue trechos do depoimento do Subsecretário da Cultura que relata o teor da conversa que tentou estabelecer com os indígenas:


"Estava no horário de almoço e passava pela Praça Major Nicoletti quando fui surpreendido com a presença dos índios Kaigangues de Farroupilha no coreto. Prontamente fui abordado por um gramadense, que me indagou se ele poderia também montar uma barraquinha na praça para comercializar produtos natalinos, pois se os índios podiam, ele também teria o mesmo direito, pois, pela constituição, somos todos iguais e as leis valem para todos.
Respondi à ele que a situação dos índios era irregular, que iriamos tomar providencias à respeito e que não será permitido qualquer tipo de comércio no local que fnaõ esteja de acordo com a legislação...

O Paulo Pontes chegou em seguida, de posse das atas assinadas das reuniões que haviamos feito anteriormente e que estabelecia as cláusulas do acordo entre índios e Prefeitura, mediado pelo Ministério Público Federal.
Nos dirigimos educadamente até o cacique e tentamos estabelecer um diálogo cordial, de conciliação, mas fomos incisivos no cumprimento do acordo selado entre as partes, questionamos a procedência do artesanato industrial que eles comercializavam misturados ao artesanato típico e pedimos se eles precisavam de mais alguma coisa além do que havíamos nos comprometido no acordo. Os índios agiram de forma ríspida e desrespeitosa, se viraram de costas para nós e disseram que não sairiam dali de maneira alguma, mesmo estando cientes de que estavam descumprindo o acordo, o que seria passível de penalidades. Utilizaram argumentos bisonhos para embasar sua decisão, dizendo que os índios foram explorados pelos brancos e que agora eles só estavam nos 'dando o troco'. Respondi à eles que não vivi há 500 anos atrás, que eles estavam sendo xenófobos e preconceituosos, que o artesanato pirata que estavam comercializando depreciava o legado cultural indígena e que com isso estavam auxiliando na destuição das manifestações típicas dos índios.

Falei também que quando um branco visita uma tribo, ele tem que se adequar ao ambiente, respeitar as normas e tradições, os cultos e representações religiosas, sob pena de ser expulso à força do local, justamente por tentar impor a sua cultura em detrimento da outra. E que gostaríamos que fossem recíprocos e respeitassem as nossas normas e cultura para viabilizar um convívio harmônico, que havia espaço em Gramado para todas as culturas e que dariamos todo o suporte necessário para que eles podessem divulgar e gerar receita para a sua tribo, desde que se adequassem a nossa realidade e repeitassem, assim como fazem os moradores desta terra, as normas da boa conduta e convivência.

Alguns deles fizeram menção em utilizar a força bruta para repelir a nossa ação, que pretendia que eles se deslocassem para o local acordado anteriormente e comercilizassem apenas os seus produtos típicos. Respondi à eles que a violência não era a melhor solução, que haveria implicações para eles caso nos agredissem, e que, sob hipótese alguma, desistiriamos de fazer ser cumprido o acordo que eles haviam assinado em outro momento. Falei que estava impressionado com o dicernimento que tinham em relação aos direitos indígenas, mas estava intrigado pelo fato de desconhecerem os seus deveres.

Questionamos se eles não tinham palavra e se não iriam cumprir o acordo, e mais uma vez foram desrespeitosos, achando-se acima da lei dos homens, imunes à qualquer sanção, saboreavam o sentimento de impunidade e se colocavam como seres exclusivos, com mais direitos que os outros, porém sem quaisquer deveres á cumprir. Falaram que antigamente esta terra era deles, e revidei dizendo que não há qualquer registro histórico que comprove tal afirmação. Disse também que quem construiu este sonho de cidade chamada Gramado foram os nossos antepassados italianos, alemães e portugueses, que aqui não se utilizararm de trabalho escravo indígena para promover o progresso, mas sim a construiram à base do machado, da enxada e de muito, muito trabalho, privação e vontade de evoluir.

Respeitamos muito a cultura indígena, pois nós, como agentes multiplicadores da Cultura, temos o dever de lutar pela diversidade cultural. Tivemos uma experiência maravilhosa com os índios Guaranis durante a Semana do Meio Ambiente de Gramado e gostaríamos de ter um convívio harmônico e pacífico com todas as culturas que se propoem à vir à cidade divulgar a sua arte. Porém, eles estavam sendo egoístas, egocêntricos, desrespeitosos, agindo de maneira ilegal e descumprindo tudo aquilo que havia sido exaustivamente debatido, conversado e por fim estabelecido em comum acordo entre as partes envolvidas. Por fim, após mais uma vez darem as costas à nós, nos retiramos do local, entramos em contato com o Ministério Público Federal e FUNAI e exigimos providências imediatas. Estamos agora aguardando o desenrolar deste caso, crentes de que se encontre uma solução ágil e eficaz em relação ao assunto e que se faça valer o que foi firmado entre nós e os índios Kaigangues.
Para o bem dos próprios índios, do Natal Luz, do comércio gramadense que paga imposto, da comunidade, do turismo e da própria cidade, é o que desejamos do fundo dos nossos corações."

Veja algumas matérias relacionadas à este assunto veiculadas na mídia local:

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MUSEU MAJOR NICOLETTI - MAIS UMA CONQUISTA CULTURAL PARA GRAMADO





Casa do Major Nicoletti é conceituado como um novo espaço turístico e cultural da cidade


A cidade de Gramado viveu um momento histórico e singular recentemente, quando o prefeito Nestor Tissot e representantes da Família Nicoletti assinaram documento formalizando a aquisição da casa do Major Nicoletti, que será transformada no Museu Major José Nicoletti Filho.

Um novo espaço turístico e cultural estará sendo preparado para colocar nossa história nos roteiros de visitação e, dar aos turistas e a população gramadense, a oportunidade de conhecer com maior profundidade a nossa história.


Estiveram presentes na solenidade o prefeito Nestor Tissot, presidente da Câmara de Vereadores, Jaime Schaumlöffel, secretário do Gabinete de Governança e Desenvolvimento Integrado, Vonei Benetti, secretária de Educação, Maria Elisabete Moschen, subsecretária Vera Pante, subsecretário de Cultura, Daniel Bertolucci, secretário de Administração, Felipe Altreiter, secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Ilton Gomes, a historiadora Marilia Daros e diversos membros da família Nicoletti, representados por Marco Antônio Nicoletti, neto do Major Nicoletti.


Prefeito Nestor Tissot, juntamente com a historiadora Marilia Daros, entrega homenagem de Gramado à representante da família Nicoletti


A Prefeitura de Gramado passa a administrar este Patrimônio Histórico Tombado, de uma forma mais direta e programada, fazendo a restauração, organização e programação, que irão possibilitar a formação do Museu. Após a assinatura da escritura, o representante da família, Marco Antônio Nicoletti, fez a entrega simbólica da chave do imóvel ao prefeito Nestor, que concedeu uma placa em homenagem à família.

O Museu Casa José Major Nicoletti Filho, será responsável por um resgate da vida e obra deste homem público, contando com a participação dos descendentes e consangüíneos, bem como, de doadores de relatos e fatos, de objetos e documentos que possam dar entendimento a tudo o que ali foi vivenciado.
Vai abranger bens móveis, imóveis, materiais e imateriais.


Assinatura da transferência do imóvel para a administração da Prefeitura de Gramado

Durante os discurssos da Cerimônia de entrega do imóvel para a Prefeitura, o Subsecretário de Cultura de Gramado, Daniel Bertolucci, relatou um fragmento histórico que marcou a passagem do Major Nicoletti por Gramado.

Quando Gramado pertecia ainda ao município de Taquara, e a sede do distrito localizava-se na Linha Nova, o Major Nicoletti, juntamente com o Coronel Diniz, passeavam à cavalo pelas áreas de terra onde hoje é o centro da cidade, próximo à atual Rodoviária.

O Major, que já havia largado tudo que possuia em Taquara para ser o responsável pelo 5º Distrito (Gramado), disse ao coronel que aquele era o local ideal para a instalação da nova sede do distrito, já se antecipando a chegada do trem que ligaria Taquara à Canela.

O coronel, que possuia áreas de terra e prósperos negócios na localidade de Linha Nova, então sede do distrito, não ficou satisfeito com a idéia de Nicoletti, pois "perderia rendimentos" com a mudança do centro da comunidade.

Então ofereceu ao Major um grande lote de terras em Canela, mais algumas cabeças de gado, para que o mesmo desistisse daquela idéia maluca de mudar o centro de Gramado da Linha Nova para aquele local de mato fechado e povoada por bandidos.

A resposta do Major foi curta e seca: "... já larguei tudo que tinha em Taquara para me dedicar à esta comunidade, perdi terras, dinheiro e muitas vantagens quando deixei aquela cidade pra vir comandar este distrito. Meus atos são em prol da coletividade, e não em benefício próprio. Se fosse diferente, hoje aqui não estaria!"

Depois desta fala, o Coronel Diniz recuou e acabou concordando com o Major Nicoletti de que aquele era o lugar ideal para a instalação da sede do Distrito de Gramado.

Major Nicoletti era um home íntegro, honesto, que brigava pelo povo de Gramado acima de seu benefício próprio. Foi ele quem começou a impor seu olhar visionário que acabou transformando Gramado no que hoje ela é: uma cidade admirada, linda, próspera, de comunidade ativa e participante, orgulho de seus moradores e invejada por todos que à visitam.

E nada mais justo que a Prefeitura de Gramado mantenha viva a memória do nosso povo, transformando a antiga residência do Major em um Museu, onde a nossa comunidade poderá reverenciar e aprender ainda mais com aqueles que ajudaram a construir esta cidade maravilhosa.

É mais uma conquista cultural para Gramado, que irá ganhar um novo espaço artístico e cultural, que irá somar-se à outros já existentes.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PROJETO ARTE NA PRAÇA



Projeto pioneiro desenvolvido pela Subsecretaria de Cultura que tem por objetivo oportunizar aos diversos artistas locais um espaço de divulgação de seus trabalhos e ao mesmo tempo oferecer um atrativo a mais aos turistas e à comunidade local.


Realizado de forma experimental no ano de 2009, o Projeto Arte na Praça será lançado oficialmente em janeiro de 2010, oportunizando a apresentação de músicos e bandas dos mais variados estilos, como MPB, instrumental, erudita, orquestras de câmara, pop rock, gaúcha e etnicas.


Também haverá, exporadicamente, exposições de quadros de artistas plásticos gramadenses, que estarão pintando suas obras durante a realização do projeto, aos sábados, domingos e feriados, todos os meses do ano, no Coreto da Praça Major Nicoletti.